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Do armazenamento de passados à governança dos futuros

 Não é novidade que existe uma relação entre tecnologias e consciência de espaço e tempo, transmissão de cultura e mudança. Isso é referenciado por muitos autores, por exemplo, algumas obras clássicas, como Lévi-Strauss sobre sociedades frias e quentes (Lévi-Strauss, 1976); Goody sobre sociedades alfabetizadas e não alfabetizadas (1963); McLuhan sobre a cultura da tribo oral, a cultura do manuscrito, a galáxia de Gutenberg e a era eletrônica (McLuhan, 2011). Nesse pressuposto amplo, quero enfatizar que nosso regime de transmissão de conhecimento se apoia em uma linguagem que privilegia o armazenamento de passados vinculados a uma sociedade na qual o planeamento do futuro é mantido como tarefa de poucos; mas quando uma sociedade Antropocénica requer a governança do futuro por todos nós, talvez como parte de uma divisão social mais ampla do trabalho e uma responsabilidade coletiva em vez de depender do armazenamento de passados, precisamos aprender a projetar o futuro. Se aceitarmos a hipótese Sapir-Worf (Ken e Kempton, 1984), a única maneira de fazer isso é ativar uma nova linguagem e difundi-la dentro de nossas instituições primárias o mais rápido possível. É essa proposta que discutimos nesta comunicação.
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