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CENTRO DE SALVADOR, BAHIA: UMA NOVA CHINATOWN?

O conceito de chinatonw vem sendo estudado por antropólogos, que pesquisam a diáspora chinesa. Essa forma de bairro étnico tem se constituído um local de segregação, onde os símbolos de uma chinesidade construída delimitam o espaço do estrangeiro dentro do novo lugar. Contudo, essa concepção de bairro étnico tem entrado em declínio e não constitui mais um local de atração para novos imigrantes, que têm buscado novas formas de instalação, com uma maior inserção na nova sociedade. A migração chinesa para a cidade de Salvador, Bahia, Brasil é recente e vem se intensificando nas últimas décadas. Apesar de apresentar algumas características das c hinatowns, o aglomerado chinês na capital baiana apresenta um novo formato. E é nesse universo que esse estudo se insere. A partir de dados etnográficos, coletados na comunidade chinesa do Centro da cidade de Salvador, Bahia, Brasil ele busca analisar essa nova forma de aglomerado chinês. Em Salvador, os chineses escolherem o Centro para morar e trabalhar, mas não buscaram uma segregação. Eles se dispersaram no tecido urbano da capital baiana, em busca de uma invisibilidade. Esse espaço constitui uma heterotopia para a cidade e os chineses que aí residem e trabalham são absorvidos e encontram seu lugar, como parte dele, buscando uma proximidade, mesmo mantendo o distanciamento. 
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