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A CONFIGURAÇÃO DA COLONIALIDADE DO SABER: QUESTIONANDO OS SENTIDOS DA DESCOLONIZAÇÃO A PARTIR DE MOÇAMBIQUE

A descolonização é um dos elementos fundadores do século XX, embora a sua importância tenha sido subestimada pelos múltiplos silêncios e omissões produzidos pelas macro-narrativas históricas. Este conceito delicado condensa múltiplas situações espinhosas associadas às transições para as independências, o que justifica uma leitura mais detalhada, nos diferentes contextos coloniais, para desvelar a estratégia de transformação de um termos prescritivo numa categoria histórica, um estádio no curso determinista da história. A partir da experiência moçambicana, país que alcançou a sua independência em 1975, na sequência de um processo de luta armada contra a colonização portuguesa, este trabalho busca desafiar a conceptualização da descolonização como sinónimo de estágio na marcha da história. Pelo contrário, acentuando a importância da leitura da descolonização num sentido mais amplo, este procura desvelar a exploração de sonhos, a análise de lutas, de compromissos, de acordos e de resultados, o repensar dos aspetos fundamentais, de quem tem o poder e como o utiliza. Ou seja, ampliando o campo epistémico dos debates sobre a descolonização, incluindo a ontologia dos processos libertadores.
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