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Jovens e suas aspirações na transição para o mundo do trabalho em Portugal

Esta comunicação foca as aspirações de jovens (15-24 anos) face ao mundo do trabalho em Portugal. Os diferentes percursos educativos revelam diversas formas de desigualdades que afetam as suas aspirações. Esta pesquisa foi desenvolvida quando ainda se faziam sentir os efeitos da crise económica. Torna-se ainda mais relevante focar estas aspirações no contexto da atual pandemia, e as suas consequências socioeconómicas intensas. Neste contexto, surgem tensões para a concretização daquilo que Bernstein denominou de direitos pedagógicos, como a realização de si (enhancement), a inclusão e a participação de jovens. Esta pesquisa de caráter qualitativo foi desenvolvida no contexto do projeto europeu RESL.eu, com entrevistas a 32 jovens com trajetórias diferentes (16 a frequentar anos finais do ensino secundário, 8 abandonantes e 8 a frequentar vias ou instituições de ensino alternativas). Os/as jovens foram entrevistados/as duas vezes, em fases distintas. As aspirações dos/as jovens confrontam-se com a luta contra a pobreza e pela sobrevivência das famílias. No quadro de trajetórias educativas instáveis, entre escola, mercado de trabalho e desemprego, observam-se mudanças frequentes nas suas aspirações. O desejo de se tornarem economicamente autónomos/as e a dificuldade de conciliar estudos com trabalho são apontados como fatores que levam ao abandono escolar. Por sua vez, experiências de precariedade e exploração podem incentivar o regresso à escola. Juntamente com as experiências de jovens, é importante compreender as práticas vigentes em diferentes contextos educativos para apoiar os/as jovens nos seus percursos. Estas preocupações têm-nos acompanhado em dois projetos que se seguiram: EduTransfer (FCT) e motivatEyoUth (Erasmus+).

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