Da ‘marcha dos turistas’ aos turistas que fugiram! Reflexões em torno do turismo em Alfama (Lisboa) em tempos de pandemia

Durante alguns anos o turismo contribuiu para os processos de transformação e co-produção de lugares como Alfama, localizado na cidade de Lisboa. Registaram-se modificações nos espaços urbanos, emergindo novos elementos de regeneração urbana, com ênfase no papel das comunidades locais. Se nos últimos anos, o Bairro perdeu residentes em prol do turismo, e ganhou “novos moradores” (os turistas), que buscavam experiências ditas ‘locais’, hoje, o bairro desprovido de gentes, perdeu o seu esplendor. Desde a turistificação até à progressiva ‘desertificação’ imposta pela pandemia, urge reflectir acerca da adaptação do destino/bairro face a este momento singular.Ancorado em pesquisa etnográfica em curso e em pesquisa documental, este trabalho propõe abordar alguns efeitos do desenvolvimento turístico em Alfama, passando pelo papel do património e do marketing para a perpetuação dos imaginários locais. Serão examinados os discursos, os principais atores da (re) construção de imaginários, as políticas e, ainda, as possíveis trajetórias turísticas (sustentáveis) com implicações para o desenvolvimento local e práticas turísticas. Reflectir-se-á acerca do papel de alguns agentes políticos e da comunidade local para estas transformações, bem como da relação entre a pandemia e o turismo e as suas possíveis implicações futuras.


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