A grande aceleração dos fluxos turísticos e a unificação microbiológica do mundo pelo SARS-CoV-2

Ano após ano, o crescimento dos fluxos turísticos tem sido, de um modo geral, celebrado sob a aura do sucesso e com a expetativa de ter apenas o céu como limite. Apesar das politicamente corretas palavras da ordem sobre responsabilidade e sustentabilidade, o desígnio do crescimento desenfreado prevaleceu, não sendo prestada a devida atenção aos múltiplos riscos daí decorrentes. Alguns destes riscos situam-se na esfera da biossegurança e da saúde pública, com especial destaque para a dispersão de novas doenças infectocontagiosas, como é o caso da Covid-19. Na relação com esta pandemia, o turismo é apresentado como um dos setores mais severamente afetados, secundarizando-se o seu papel na rápida globalização do SARS-CoV-2. Perante este cenário, procuro aqui olhar a montante e analisar o turismo como fenómeno relevante no complexo de causas de propagação pandémica, ou seja, como uma esfera que, antes de sentir os graves efeitos da Covid-19, contribuiu decisivamente para a pandemia. O principal intuito é perceber como os processos de massificação turística, em especial a quantidade, celeridade e capilaridade dos fluxos transnacionais de pessoas que pressupõem, configuram ecologias de risco epidemiológico e, no caso específico do novo coronavírus, constituíram poderosos circuitos sociais de difusão viral à escala global. A larga maioria dos dados que sustenta a análise resulta de um processo de pesquisa de teor predominantemente documental, realizado sobretudo em fontes online.


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