Construção das narrativas imagéticas nos dossiês do patrimônio cultural imaterial

A abordagem desta temática começa com a seguinte questão: qual o peso da narrativa visual na construção dos discursos dos dossiês relativos ao patrimônio imaterial no Brasil? Em consonância com a noção de discurso polissêmico construído sobre a categoria patrimônio, qual o sentido construído sobre as diversas narrativas visuais presentes nos dossiês de registro do patrimônio imaterial? Quais as conexões entre as imagens e o imaterial que estão presentes nos dossiês? Vê-se o discurso nas experiências visuais como mecanismo para pensar que há uma outra leitura do discurso autorizado, construído sob a dinâmica do patrimônio imaterial e em diálogo com o olhar compartilhado das imagens. A construção da narrativa e do sentido é dada na experiência da constituição do dossiê e nos muitos significados que ele assume diante da publicidade dada ao material resultante do processo de reconhecimento, assim, é possível fazer uma leitura do discurso autorizado diante das experiências com as imagens? O universo que permeia a noção de patrimônio imaterial dialoga com Antropologia e a imagem, carregando na experiência visual o lugar da pesquisa antropológica. Os dossiês compõem-se de textos e imagens são responsáveis por sistematizar, descrever e dar condições de reconhecimento a uma manifestação, arte, conjunto de saberes, ofícios, práticas de grupo. É possível analisar o contexto de produção, sentidos e significados das imagens que se corporificam nas narrativas dos dossiês. Aqui as narrativas visuais constituem objeto de análise e são, a partir delas, que se coloca em jogo os discursos relativos ao patrimônio imaterial.


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