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Temas e problemas da antropologia no noroeste português: família, campesinato e migrações

Na análise da produção antropológica sobre o noroeste português, um importante corpo de estudos se destaca, desenvolvido sobretudo nas décadas de 1980 e 90 em torno de três problemáticas principais: família, campesinato e migrações. O peso do campesinato e a organização em torno da família, bem como a recorrência dos fenómenos migratórios, marcam de facto historicamente este contexto. Na região do Vale do Ave, desde meados do século XIX, a implantação da indústria têxtil veio introduzir transformações importantes, por exemplo ao nível sociodemográfico, mas também no território, que atualmente se caracteriza por uma urbanização e industrialização difusas. A presente comunicação tem por objetivo refletir em torno de algumas destas obras, informando uma pesquisa de doutoramento em curso centrada numa freguesia industrializada do concelho de Guimarães onde estas problemáticas se encontram em evidência. Espera-se que o olhar cruzado sobre algumas destas obras possa ajudar a compreender a conformação das classes sociais neste contexto, atendendo à forma como este que desafia constantemente as visões dualistas ou lineares dos fenómenos sociais – campesinato e operariado, classe e família, rural e urbano.
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