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Matrizes Rizomáticas e a Viagem Investigativa: confluências e direcionamentos da estratégia metodológica

O presente artigo traz a proposição de matrizes rizomáticas associadas à estratégia metodológica Cartografia de Saberes, como viés para a construção de confluências e alinhamentos da produção e escrita da Viagem Investigativa em Turismo. A palavra matriz, neste texto, significa o ‘lugar gerador’, o que é uma das possibilidades enunciativas do termo, que segue a lógica do rizoma, termo utilizado na Esquizoanálise, por Gilles Deleuze e Félix Guattari (1995). Os autores explicam diferenças entre os diagramas que têm a árvore como modelo e os rizomáticos que “podem derivar infinitamente, estabelecer conexões transversais, sem que se possa centrá-los ou cercá-los”. (Guattari; Rolnik, 1986, p.322). A proposição decorre de estudos desenvolvidos ao longo de 30 anos, em seis universidades brasileiras, com ênfase atual, para os estudos recentes na Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Sul do Brasil, no Programa de Pós-Graduação em Turismo e Hospitalidade e Cursos de Comunicação Social, e na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em vários programas de pós-graduação, na região norte. O texto apresenta as matrizes rizomáticas associadas à Cartografia dos Saberes. Essa estratégia metodológica é proposta a partir de quatro grandes trilhas, simultâneas, entrelaçadas: trilha de saberes pessoais, trilha de saberes teóricos, trilha usina de produção (com aproximações e ações investigativas) e trilha dimensão intuitiva da pesquisa. Remete, ainda, a dimensões autopoieticas e inscriacionais nos procedimentos operacionais, o que convida à dimensão de reinvenção metodológica, em coerência com o caráter complexo, plural, mutante ecossistêmico, das viagens investigativas empreendidas.
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