A TRADIÇÃO DO FUMO DE CORDA E SUA CONEXÃO COM A COMUNIDADE DE ARTESÃOS DE SEGREDO, RS, BRASIL

Este documentário de 15 minutos é parte de um estudo que visa identificar a técnica adequada para desenvolver produtos têxteis a partir da planta do tabaco, aliando design e artesanato à sustentabilidade, para projetar produtos adaptados ao contexto globalizado, valorizando a cultura e promovendo a autonomia de comunidades locais. Dialogando com a antropologia, aborda-se o conceito de cultura destacando sua constituição através de construções simbólicas e enfatizando a necessidade de interpretar sistemas entrelaçados de significados por meio de códigos compartilhados (GEERTZ, 2008). O espaço é suporte material das práticas no tempo partilhado. Grupos sociais utilizam-no como forma de expressão, o que representa a própria sociedade, que é fruto de uma herança de estruturas espaciais. Nestas, o poder e as funções são organizados por fluxos, que modificam os significados e a dinâmica dos espaços. Tal processo expressa a vida econômica, política e simbólica dominante (CASTELLS, 1999). Toma-se tais conceitos para um resgate da tradição do fumo de corda e sua conexão com a comunidade de artesãos de Segredo/RS/Brasil. Parte-se de Rocha e Eckert (2014) para compreender a imagem como ferramenta auxiliar da prática da reciprocidade e restituição nas interações entre os parceiros da pesquisa, o que permite entender os saberes e fazeres como integrantes do patrimônio etnográfico. Por meio da narrativa de produtores e artesãos, buscou-se enfatizar aspectos desta tradição, assim como as interações entre distintos atores e seus significados, identificando possíveis transformações sociais simbólicas, nas relações das práticas no tempo e no fluxo de suas estruturas espaciais.


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