DESIGN SOCIAL E DESENVOLVIMENTO

Vivemos numa época em que os valores comuns se pulverizam na névoa da indiferença. Neste contexto, a ação social se destaca como referência alta, um farol que pode indicar trilhas a serem percorridas. No mundo do design, esse tipo de sensibilidade está ganhando forma, graças a pesquisas e experiências que sabem colocar a inovação no centro, por meio da atividade projetual do Design Social. O Design Social nasce na década de 1960, protagonizado pelos designers Maldonado e Papanek, que teorizaram e praticaram a declinação do projeto industrial pondo no centro o respeito à dignidade humana e ao meio ambiente. Conceitos em contracorrente, dificilmente aceitáveis por um sistema voltado ao crescimento do consumo, considerado sinônimo de crescimento global. Os tempos mudaram e hoje uma nova página se abre para a disciplina. As instituições e o mundo das organizações no profit estão, cada vez mais, incorporando aos projetos os valores, como sendo parte integrante de sua ação. Surgem grandes oportunidades para envolver o mundo do design nas ações de apoio ao desenvolvimento sustentável, à segurança alimentar em regiões vulneráveis e ao crescimento da cooperação internacional consciente. O design, com sua atitude projetual, entra na parceria com ferramenta para uma ação inovadora, respeitosa das necessidades profundas dos grupos humanos, chamando a atenção de todos aqueles que elaboram projetos para que reflitam sobre seu papel no mundo contemporâneo. É indiscutível que toda forma de design se caracteriza pelo fato de ter que estar relacionada com a contemporaneidade, que é sua essência estrutural; não é lícito falar em design se ele não for uma restituição, por meio do projeto, das demandas mais urgentes em um dado momento histórico. O mundo acadêmico percebe o surgimento desse novo caminho para o projeto. Nosso trabalho apresenta uma série de conceitos desenvolvidos por estudantes de universidades italianas.


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