Dispositivo curricular, panoptismo escolar e resistência: "ideologia de gênero" e escola sem partido na educação brasileira

O artigo analisa as imbricações de duas frentes do conservadorismo contemporâneo no Brasil: o ativismo religioso contra a “ideologia de gênero” e o Movimento Escola Sem Partido (MESP). O trabalho está ancorado em pesquisa documental e no método de análise do discurso de abordagem foucaultiana, em estreito diálogo com produções sobre Educação e Currículo. O emprego da categoria acusatória “ideologia de gênero” revela o recrudescimento das forças conservadoras com severa atuação na obstrução de direitos sexuais. O MESP, por sua vez, representa uma pedagogia persecutória, aqui definida como panoptismo escolar. Pela atuação confluente dessas frentes, demonstramos como o parlamento brasileiro se constitui como instância reguladora da educação pública. Os efeitos desses processos conduzem ao enfraquecendo dos espaços participativos de controle social da escola, em favor da judicialização das relações escolares.


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