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Descolonizar as práticas de publicação a partir da semi-periferia

Publicar ou perecer é hoje em dia o lema da vida académica em quase todas as partes do mundo. Mas publicar nunca bastou. É sempre preciso encontrar as revistas académicas de maior visibilidade, as que são melhor indexadas em cada área. E, independentemente do país, são as revistas de impacto em inglês que têm prevalência nesta dinâmica hegemónica. Em função de onde e em que língua publicamos tem igualmente relevância para os financiamentos que recebemos e para a difusão dos resultados dos projetos que desenvolvemos.   A partir de experiências subjetivas de organização de números especiais em revistas académicas em vários países (Brasil, Portugal, Itália, Roménia) questionaremos as práticas de publicação e o processo de avaliação de artigos académicos  a partir da perspetiva das epistemologias do sul. Esta experiência será também conjugada com o processo de divulgação dos resultados de investigação duma tese de doutoramento interdisciplinar, escrita a partir das epistemologias do sul, que indaga sobre o papel e a participação das mulheres angolanas no eclodir do luta para a libertação nacional naquele país.   Respondendo a perguntas como: quem escreve e publica e para quem?, quem se beneficia dos resultados das nossas pesquisas?, quais são as estratégias empreendidas pelas epistemologias de sul no que diz respeito aos processos de publicação?  - pretendemos identificar problemas fundamentais no processo de produção de conhecimento a partir de academias periféricas e semi-periféricas.
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